segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Capítulo 2- Pizza?


 -Oi filha! – ouvi minha mãe responder no terceiro toque.
-Oi mãe, que saudades de você.
- Oh minha filha, também estou morrendo de saudades. Como foi a viagem?- Respondeu enquanto ouvia vozes atrás, certamente estava com as amigas, o que me fez perder ainda mais as esperanças de ter ela comigo hoje.
-Foi ótima mãe. Então, queria saber se vai comigo hoje na pizzaria, comemorar minha volta, faz tempo que não vejo vocês...- Disse respirando fundo.
-Filha desculpa, mas hoje não vai dar.
Bufei.
-Ok mãe, tchau. – respondi secamente e desliguei o telefone.
Assim que joguei o celular no sofá, escutei a campainha e quando abrir, achei que era um furacão entrando na minha casa.

-Oi pessoa que me ama ! – Gabi disse assim que entrou. Gabi era minha melhor amiga a muitos anos, conversávamos sempre pelas redes sociais.
-Oi pessoa – respondi retribuindo o abraço – Topa pizzaria hoje? Liguei pros meus pais mas eles não podem ir. – disse com certa tristeza
-É pra já! – respondeu animada- Gabriel também vai?
-Claro! Quero curtir meu menino o quanto puder – respondi
Fui até a cozinha onde Débora estava com Gabriel e os chamei, nem terminei de falar e ele já corria para tomar banho. Ri da alegria dele e fui me arrumar.
-BIA CUIDAAA- ri ao escutar Gabriel já apressado me chamando
-To aqui mocinho, se acalme – ri – então, vamo nessa?
-Bora ! – Gabi respondeu

Depois de muita conversa resolvemos ir em uma pizzaria ali no bairro mesmo. Quando chegamos, sentamos perto da entrada e um pouco longe dos brinquedos do local. Fizemos o pedido, e foi só o tempo do Gabriel tirar os tênis e correr pros brinquedos.
- Vou lá com ele – Débora falou sorrindo
-Vai la, jaja vou ficar um pouco com ele – falei
Depois de alguns assuntos conversados com Gabi, ela me convidou para ir em um show com ela e sua prima que aconteceria em 1 semana.
- Há Bia, vamos vai? Sabe o quando a Jess é louca pelos meninos da 1D, e eu não to afim de aguentar gritaria sozinha – disse com uma voz manhosa, o que me fez rir
-Ok , você venceu! Vamos então. Minhas aulas começam em 2 semanas, preciso aproveitar! E alias, os shows dessa boyband parecem ser bem legais – afirmei
Pouco tempo depois a pizza chegou, foi a maior luta para fazer Gabriel sair dos brinquedos e ir comer. Quando dei por mim, já eram 22:40 e Gabriel já estava cansado, pedi a conta e voltamos pra casa.

- Posso dormir com você? – Gabriel disse batendo na porta do meu quarto depois de ter tomado banho.
- Pode meu amor, claro que pode. – disse dando espaço pra ele deitar do meu lado.
- Você não vai mais embora não é? – Disse encolhido e sentir um aperto no coração depois disso.
-Não, não vou. Vou ficar aqui com você ! – Disse dando um beijo na sua testa.

Acabei dormindo, mas despertei ao ouvir um barulho na cozinha, deduzir ser meu pai ou minha mãe, e logo desci.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

1- Cheguei!

Me despedia dos meus avós quando ouvir a última chamada para o meu voo em direção a Campo Grande.

-Vou sentir tanto sua falta minha pequena - Dizia minha avó depois de ter derramado algumas lagrimas
-Nossa casa não será a mesma sem você mocinha - Completou meu avô
-Eu amo vocês. - Foi só o que conseguir dizer enquanto ia ao portão de embarque com os olhos marejando por saber que os deixaria. Eles eram meus anjos desde que sair de Campo Grande pra começar minha faculdade no Rio de Janeiro, sempre me apoiaram no que eu escolhi, ao contrario dos meus pais que sempre acharam perda de tempo cursar Fotografia.

Sempre fui apaixonada por fotografia, desde muito nova, e sempre soube que era isso que queria fazer pelo resto da minha vida. E assim fiz, mesmo tendo que sair da minha cidade deixando pra trás minha vida, meus amigos, meus pais, e meu irmão. Gabriel tinha só 3 anos quando sair de C.G., hoje já estava com 5 anos. Sempre fiquei com um aperto no peito por deixar meu príncipe tão sozinho. Sozinho no sentindo de sentir, pois meus pais quase nunca estavam em casa e ele ficava com Débora, sua babá que mais parece da família por tudo que faz pelo meu irmão. Sempre que posso converso com os dois pelo Skype no computador, meus pais faz um tempo que não converso por um fato muito simples e nada surpreendente: eles vivem trabalhando. Quando minha mãe não está na sua empresa de eventos, está na academia ou com as amigas; Meu pai se quiser achá-lo, vá ao escritório de advocacia mais conhecido de C.G. é certeza que ele vai estar lá, caso contrário, nem tente ir procurá-lo em casa, porque quando sai do escritório, some. Não sei se sai com amigos, pois nunca fala, sempre diz pra minha mãe que tem reunião, o que eu sei que é mentira. E no fundo, sei que ela também sabe.

“Atenção passageiros, acabamos de desembarcar em Campo Grande- Minas Gerais. Esperamos que tenham feito boa viagem. Obrigado.” – Ouvi depois de algumas horas de viagem, peguei minha mala e fui em direção a porta a procura de um táxi quando decidi ligar pro meu pai para avisar que já tinha desembarcado e estava indo pra casa.

- Pai? – perguntei assim que percebi que o mesmo havia atendido
- Minha filha, que saudades! – Respondeu do outro lado
- Digo o mesmo pai, então, acabei de desembarcar, to indo pra casa já, tava pensando em uma pizza hoje pra botar as conversas em dia – falei animadamente, mas o escutei suspirar do outro lado e já imaginei o que ele responderia
- Filha, me desculpa, mas tenho uma reunião hoje na empresa, só vou sair tarde da noite, não vou poder ir – Disse calmamente, bufei por ele não ser capaz de dizer a verdade nem mesmo hoje.
- Tudo bem pai, boa reunião. – Falei e logo depois desliguei o telefone.

Percebi o táxi parar e notei que já havíamos chegado. A casa continuava exatamente igual. Entrei com a chave que ainda tinha, e vi a pessoa que era a maior responsável pela minha volta e pelas minhas lágrimas de saudade.

 - BIAAAAA – escutei meu irmão gritar enquanto jogava o carrinho que brincava pra cima. Sem pestanejar me abaixei ficando da sua altura enquanto ele corria para me abraçar. Com meus olhos já marejados dei o abraço que a tanto tempo não dava, e sentir um alivio imenso percorrer meu corpo.

-Meu amor, que saudade de você.  – Disse o soltando, e vendo um enorme sorriso no seu rosto

-Olha, eu tava brincando de carrinho, vem brincar comigo, eu comprei um novo hoje- disse todo animado me puxando pela mão, não conseguia conter a alegria que tava de ver meu menino de novo.

- Oi dona Beatriz – Debora disse meio sem graça, assim que me viu entrar na sala.
-Sem o dona por favor, - falei rindo e ela riu também – Oi debora. Nossa, eu não tenho nem palavras pra te agradecer por ter cuidado tão bem dele.
-Imagina, Gabriel é um menino de ouro. – disse sorrindo
- É sim, é sim. Como estão as coisas por aqui? – Perguntei sentando no sofá esperando Gabriel voltar com seus carrinhos

- Do mesmo jeito dona.. quer dizer, Beatriz – deu um leve sorriso- O Gabriel que anda sentindo muito a ausência dos seus pais. – Disse meio sem jeito

-Porque Debora? Me explica isso direito – perguntei meio preocupada

- Ele acorda e os pais já saíram, vai dormir e eles não chegaram, muitas vezes ele chora de noite chamando por você. – disse calmamente, meu coração apertou ao ouvir a ultima frase.

- Se eu soubesse teria voltado antes. – Falei sentindo lagrimas se formarem nos meus olhos – Meus pais também não ajudam, poxa, custa dar um pouco de atenção pro Gabriel? É filho deles poxa ! – falei com certa raiva.

- Entendo sua chateação Beatriz. – debora disse.

Meus pensamentos foram interrompidos pela voz que eu tanto amava gritando enquanto descia as escadas com uma mochila cheia de carrinhos, chegou na sala e virou tudo no chão, ri pela alegria que ele estava e fiquei mais radiante ainda por saber que eu era o motivo dela. Decidir postar a foto que tirei minutos antes.


“E se o sol não voltar amanhã, a gente usa o teu sorriso pra iluminar o dia. Te amo príncipe <3 “


Brinquei por algumas horas com ele quando decidir ligar pra minha mãe pra saber se teria sua companhia hoje na pizzaria, embora já soubesse o que eu ouviria. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

SINOPSE

SINOPSE

E cá estou eu, sentada em frente á praça próxima a minha casa. Me chamo Beatriz, tenho 22 anos e estou terminando a faculdade de Fotografia na faculdade aqui da minha cidade,  Campo Grande. Moro com meus pais e meu irmão de 5 anos, Gabriel, a quem eu sou capaz de dar a vida. Minha mãe não para em casa, está sempre trabalhando em sua casa de eventos que é sempre muito movimentada e com isso, ela acaba ficando bem longe da gente. Meu pai não fica muito atrás, também anda sempre no escritório de advocacia. Morei muito tempo fora de Campo Grande, por isso não conheço muita gente ainda. Voltei a 2 dias depois de longo tempo morando com meus avós, comecei a faculdade lá e vim terminar aqui apesar de gostar de lá, eu queria muito voltar por querer ficar mais perto de Gabriel e dos meus pais. Vim sem saber que foi a melhor decisão da minha vida. Ou a pior, não sei.


Continua.